quarta-feira, 20 de abril de 2011

P.E.D.R.O.

Segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008.

Segunda-feira é o dia da semana em que nada dá certo. Primeiro foi o fim-de-semana estressante na casa de praia da mãe do Haroldo, meu marido. Doida de tesão querendo transar e ele jogando truco com todos os homens da casa. Nenhum disponível para saciar minha fome. Nem mesmo a Teresa, minha melhor amiga, pôde ir desta vez, e eu tive que fazer justiça com as próprias mãos umas cinco vezes, só no domingo. Depois, logo cedo, a fila de carros para deixar as gêmeas no colégio. Mães histéricas no portão da escola, no primeiro dia de aula, chorando, gritando e fazendo recomendações desnecessárias às crianças, como se estivessem entregando os filhos ao campo de concentração.
Academia. Ducha. Banco.
Felizmente estou de férias e ainda tenho uma semana livre para cuidar de mim, rever os amigos e relaxar um pouco, longe do "barulho" por algumas horas.

Marquei de almoçar no shopping com o Pedro que encontrei outro dia na festa de noivado do Cláudio, filho do sócio do Haroldo. Ele disse em meio a um desabafo desesperado que não tinha amigos com quem conversar e eu pedi que ligasse para o Haroldo, já que se conheciam do clube de tênis, para jantarem conosco, ele e a esposa-dondoca-aparentemente-pivô-da-crise.
Adoro posar de boa esposa, boa mãe, boa amiga, boa moça... Isso atrai os homens - e também as mulheres. A sensação de ser o primeiro que seduz a esposa feliz e bem amada é excitante para eles porque atrair uma mulher carente e derrotada qualquer um consegue. Quanto às mulheres, me mostro muito afetuosa e faço com que se sintam desejadas. A bem da verdade, sou mesmo tudo isso que eles imaginam que eu seja porque não finjo meu interesse mútuo. A única coisa que talvez eu dirfarce, não forçadamente, à primeira vista, é a minha latente inclinação para o sexo pois dizem que transmito uma imagem de pessoa ingênua mas não faço a menor cerimônia em derrubar esse mito logo no primeiro encontro.
Meu marido é lindo e perfeito, mas não todo o tempo. Combinamos desde sempre que ninguém suspeitaria da minha grande necessidade de ter amigos íntimos. Jamais tenho casos, jamais aceito presentes, jamais ligo ou mando mensagens, apenas respondo quando me procuram. E nunca, jamais, deixo ninguém saber que ele sabe de todos os meus segredos, nem mesmo a Teresa, minha amiga de infância em quem dei meu primeiro beijo de língua. Interessante é que sempre dou um jeito de não ser esquecida, mesmo que nada volte a acontecer, e com o Pedro não seria diferente.
Ele ligou para marcarmos o tal jantar de casais, mas não hesitou em tecer elogios e pedir desculpas pela inconveniência. Depois de alguns minutos de conversa, meio sem jeito, segredou-me que não queria ter ao lado, na mesa de jantar, a esposa ausente que nada sabia sobre ele ao longo de 12 anos de casamento frustrado. Disse ainda que nunca conseguira uma aproximação com o Haroldo que fosse além das partidas de tênis, e que, se eu não me importasse, gostaria de conversar comigo a sós, pois percebera que eu era compreensiva e atenciosa e que para que eu não julgasse isso como má intenção de sua parte, poderia ser um almoço, durante o dia, onde eu pudesse estar sem ter que mudar minha rotina. Era até melhor ser vista em público para depois, se necessário, poder dizer que foi um encontro casual. Então, avisei-o de minha via-crucis naquele dia e ele se dispôs a almoçar comigo após minha visita ao banco.
Marcamos às 12h, na praça de alimentação para depois escolher o restaurante. Cheguei com alguns minutos de atraso e estacionei no subsolo. Normalmente, aquele era um horário movimentado e não estranhei os passos apressados atrás de mim enquanto eu cortava caminho por entre os carros.
- Ei, é você? Sarah?
Virei-me de uma vez, e deparei com o sorriso que faria meu dia deixar de ser normal.
- Oi, Pedro! – sorri de volta, inevitavelmente – Pensei que estivesse atrasada. O gerente me segurou por mais tempo que o previsto.
- No lugar dele eu teria feito o mesmo. Que cheiro bom esse seu perfume...
Disse isso beijando meu rosto e me abraçando ternamente. Retribuí o abraço e pude sentir um volume crescente sob sua calça de microfibra.
- Obrigado, querida. Você não imagina o quanto eu estava ansioso por esse encontro. Já me sinto muito melhor só pelo fato de você ter aceitado meu convite.
Sorri mais uma vez porque adoro ser chamada de querida. Ele segurou minha mão e disse que precisava pegar algo no carro, pois saiu correndo para me alcançar e acabou esquecendo.
Segui-o sem relutar. O carro estava próximo e ele abriu a porta, inclinou-se e começou a mexer no porta-luvas. Encostei-me no veículo, esperando por ele que não demorou mais que meio minuto. Então ele ergue-se e empurrou a porta, mas não fechou. Pegou minha bolsa sem dizer nada e jogou-a no banco do carona. Encostou-se em mim, de corpo inteiro, como se o carro do lado não tivesse deixado espaço suficiente para caber dois corpos. Eu apenas olhava em seus olhos, sem alteração alguma no ritmo cardíaco. Pedro tinha atitude e isso é tudo em um homem. Beijou meus lábios lentamente como se estivesse procurando algo que perdeu e em poucos segundos foi tornando a busca mais intensa, enquanto passava a mão em minha perna esquerda, circulando pela parte de dentro da coxa, subindo lentamente, roçando os dedos por baixo da minha “saia da sorte”, até descobrir que, saindo apressada pela manhã... esqueci de colocar a calcinha!
Muito rapidamente ele encontrou meu clitóris úmido e quente. Gemeu de prazer por ter alcançado a porta do paraíso tão depressa. Eu acariciei seu membro rígido e, com as duas mãos encontrei o zíper que parecia já estar aberto. Para minha surpresa não havia cueca e eu pude segurá-lo com a mesma força com que ele massageava minha fenda suculenta.
Não sei como e com qual mão ele abriu a porta do carro e fomos para o banco de trás. Minha blusa foi arrancada com tal presteza que parecia que ele já sabia como decodificar todas as minhas travas. Só então ele parou de me beijar e passou a chupar meu mamilo eriçado. Sua boca foi percorrendo todo o meu corpo até chegar onde tudo começou. Enquanto ele me lambia e me chupava eu segurava seus cabelos e pressionava sua cara contra minha vagina. Não demorou muito e de dentro dela começou a verter meu suco concentrado. Enquanto eu arrancava sua camisa, gemia de prazer num gozo alucinante. Ele bebeu tudo, não deixou escapar uma gota sequer e conseguiu balbuciar que eu era muito mais gostosa do que ele supunha. Minhas pernas estavam pousando sobre suas costas largas quando ele saiu de onde estava e voltou a beijar minha boca para compartilhar meu gosto comigo mesma:
- Sente como você é gostosa, sente o seu gosto na minha boca, que delícia!
Eu não disse nada, apenas retribuí o beijo quente e levemente salgado. Então resolvi que ele merecia ser recompensado e fui descendo devagar, tateando-o com meus lábios e dando pequenas mordidas pelo caminho que estava a percorrer.
Engoli-o com vontade. Ele estremeceu inteiro e confessou que ninguém nunca tinha feito aquilo antes. Então fiquei ali durante muito tempo sugando-o, lambendo, movimentando minha boca num vai-e-vem frenético até fazê-lo verter toda a tensão em meus lábios voluptuosos.
Não satisfeita, me virei de costas para ele, ajoelhada sobre o banco do carro, encostei meu bumbum e fiz questão de esfregar-me nele, enquanto ele massageava meus seios com as duas mãos e beijava meu pescoço, até conseguir uma nova ereção. Na seqüência fiquei de quatro e não precisei chamar duas vezes. Muito depressa ele já estava dentro de mim rígido, quente, grosso, preenchendo-me completamente. Não deixei que ele fizesse nada sozinho. Movimentei-me de modo sincronizado e ele me comeu mais uma vez com mais vontade ainda, muita força, puxando meus cabelos, cavalgando em mim como um potro alado que acabara de conquistar seu primeiro instante de liberdade.
Lembre-se: Sexo seguro ou nada de sexo! Use camisinha.

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