sexta-feira, 22 de abril de 2011

H.A.R.O.L.D.O.

Quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008.

- Hum... Tudo isso é pro seu maridão?
- Claro, delícia. Sempre é pra você.
- Onde estão as meninas?
- Estão lá em cima, brincando no quarto de bonecas.
- E o que você está preparando ai?
- Um jantarzinho leve para nós dois.
- Algo especial a ser comemorado?
- Vejamos... O fato de você existir e fazer parte da minha vida? – eu disse isso mordendo os lábios enquanto ele metia a mão por baixo do meu vestido, quando o interrompi – Ei, a sobremesa só depois...
- Como você é má, minha rainha. Seu escravo vai tomar um banho, colocar as princesinhas na cama e descer para saborear esse manjar dos deuses!
Dizendo isso, ergueu-me com seus braços fortes sentou-me sobre a mesa. Enquanto me beijava, abriu minhas pernas, afastou a calcinha, enfiou o dedo em minha vagina e saiu lambendo em seguida, sem tirar os olhos de mim enquanto saía pela porta da cozinha:
- Hum, mas está uma delícia!
O Haroldo adora quando eu faço papel de esposa, cozinho para ele e o espero cheirosinha, com o cabelo meio preso, meio solto, como quem não quer nada. Naquele vestido de cetim bordô, com aquele super decote mostrando os seios fartos e mamilos saltando ao tecido fino, confesso que até eu me achei irresistível diante do espelho. Minha pele é mais escura que a dele e meus olhos são castanhos e amendoados. Estou um pouco mais bronzeada por conta do último fim de semana na praia. Ele diz sempre que sou maravilhosa em todos os sentidos, mas que a minha boca é o meu cartão de visitas. Dificilmente uso batom porque meus lábios são carnudos e minha boca já é grande e apetitosa o suficiente, limito-me a usar um gloss saboroso para hidratar a boca e realçar a volúpia. Tudo isso graças à mistura de raças em minha família: índios de quem herdei os cabelos, negros de quem herdei os traços faciais e europeus, de quem herdei os outros centímetros de pecado.
Meia hora depois, com a mesa de jantar arrumada, as velas aromáticas acesas e o arranjo de flores que recebi no dia anterior com um cartão escrito apenas “Todo seu quando você quiser. Ass: P.”, eis que surge no alto da escadaria o homem mais bonito e mais gostoso que já tive em toda minha vida. Haroldo tem 32 anos, 1,81m, peso equivalente, peito e braços fortes como se tivesse malhado mas sem nunca pisar em uma academia, mãos grandes, pernas roliças e bem torneadas, sobrancelhas grossas, olhos verdes e grandes, pele clara, cabelos loiros, encaracolados e sedosos, e estava apenas de roupão, pronto para servir-me.
Enquanto eu punha uma música que embora seja triste, eu adoro, ele foi pegar o vinho para acompanhar meu conchiglione aos quatro queijos com molho verde e então passamos à entrada.

Ele serviu as duas taças e deixo-as sobre a mesa. Caminhou em minha direção e conduziu-me ao meio da sala. Dançamos alguns segundos ao ritmo da música, quando ele começou a beijar minha orelha e morder meu pescoço, sussurrando baixinho “Te amo tanto, docinho”. A partir daquele instante entrei em transe. Ele tem sobre mim um poder que eu não sei explicar de onde vem. Senti um caldo quente escorrer pela perna, pois a calcinha já não segurava mais nada e então, de olho fechados entreguei-me de corpo e alma ao único homem que de fato, é meu dono e senhor.
 Você é minha, só minha?
- Sempre, sempre...
- Então prova!
Fui descendo com minha boca colada em seu corpo enquanto o roupão imitava meu movimento, suavemente. Ele estava completamente nu e ereto, segurando meus cabelos com doçura e sem forçar nada, quando engoli seu pau teso e perfumado que eu sabia que era só meu, de mais ninguém. Chupei devagar e fui aumentando a sucção gradativamente, passando minha língua na cabecinha e brincando com o orifício central, mordiscando-o, passando os lábios por todo ele, a língua, o rosto, massageando com a mão, num ritmo moderado, aumentando a intensidade conforme ele se contorcia de prazer, até vê-lo jorrar e sentir o líquido quente e grosso em meu rosto. Por um instante abracei-me em suas pernas, com o rosto ainda na direção do jato quando ele veio até mim, suavemente e começou a lamber meu rosto e beijar minha boca. Enquanto tirava meu vestido e sugava meus seios, ia debruçando-se sobre mim e eu ia beijando-o. Passou por minha barriga, meu “montinho da salvação”, como ele carinhosamente chamava, puxando a calcinha com cuidado, até alcançar meu grelo e repetir com ele tudo que eu fiz com seu delicioso membro. Quando eu já estava prestes a gozar ele parou, subitamente, dizendo “Ainda não, gostosa, você merece mais...” e esgueirou-se sobre mim até que nossos sexos ficassem paralelos. Ele foi penetrando em mim com toda a capacidade que tinha antes de ejacular pela primeira vez, com movimentos sincronizados aos meus, fazendo amor comigo como se fosse a última chance que tinha, com todo carinho e toda devoção. Num frêmito de desejo, revirei-me e fiquei por cima dele. Sentei sobre aquilo tudo que já estivera dentro de mim e cavalguei bruscamente enquanto ele massageava meus seios e apertava meus mamilos com as pontas dos dedos. Eu adoro ficar por cima e dominar a situação, por isso ele me chama de rainha e diz que é meu escravo. Gozamos ao mesmo tempo pela primeira vez de muitas pois naquela voltamos a repetir o ato antes, durante e depois do jantar.

Lembre-se: Sexo seguro ou nada de sexo! Use camisinha.

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