domingo, 1 de maio de 2011

T.R.Ê.S.

Sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008.
A maioria das pessoas que conheci ao longo de minha vida jamais desconfiou que minha inclinação para o sexo seja tão ardente e natural. Uma vez, conversando com o Haroldo, ele disse que eu era ninfomaníaca. Mas não é verdade. Eu não penso em sexo o tempo todo, também não faço sexo o tempo todo, não tenho grandes fantasias, não transformo o momento em um ritual, exceto quando se trata de ocasião especial. O que acontece comigo é meramente casual. Quase nunca é planejado. Quanto ao fato de me masturbar frequentemente, considero normal. Os homens não fazem isso o tempo todo?
Hoje, por exemplo, eu estava determinada a não fazer nada que lembrasse sexo, nem com o Haroldo, pois o fim de semana seria propício para isso e já que tínhamos transado recentemente, seria pouco provável que ele quisesse alguma coisa justo na sexta, depois de uma semana super movimentada no trabalho.
Tive uma manhã como todas as outras e nada aconteceu demais para que eu saísse da rotina. Primeiro levei as meninas à escola, fui para a academia e voltei para casa. Eu precisava verificar algumas coisas antes que a Claudete fosse embora e resolvi passar em casa para dar-lhe algumas instruções com relação à administração doméstica. Normalmente isso não é necessário, pois ela está conosco desde que nos casamos, mas como eu voltarei a trabalhar na próxima semana, algumas recomendações seriam oportunas. Em minha casa há três empregados: Claudete que cuida da casa e cozinha durante o dia; Amanda que cuida das gêmeas e dorme no emprego, a quem dei folga ao mesmo tempo em que tirei as minhas férias; e o senhor Ariovaldo, a quem chamamos de Ari, que é, além de jardineiro, motorista da babá é uma espécie de faz-tudo. Ari também tirou férias, mas quis antecipar a volta ao trabalho. Felizmente ele poderia pegar as meninas na escola no final da tarde. Apesar de ter babá, concluímos que seria uma carga muito pesada para Amanda ficar 24 horas com as duas, então decidimos colocá-las na escolinha em tempo integral assim que completaram 3 anos de idade.
Depois do almoço, lembrei-me que precisava comprar algumas roupas para terminar de compor meu “uniforme profissional" e resolvi ir ao shopping. Cheguei a pensar em Teresa para acompanhar-me na incursão, mas eu não estava com ânimo para desfilar por milhares de lojas como ela costuma fazer. Sou muito prática. Entro, escolho, peço, experimento, pago e saio de imediato do estabelecimento. Para ser bem sincera, detesto fazer compras. Detesto ficar olhando vitrines e experimentando tudo que encontro pela frente. Quando saio de casa para comprar roupas, normalmente já tenho em mente quais e quantas peças pretendo adquirir. Enfim, como dizem minhas amigas que fazem das compras um evento homérico, sou uma verdadeira chata.
Ainda assim, passei a tarde toda ocupada, mas não apenas com lojas e compras. Fui ao cabeleireiro, fiz as unhas, depilei-me, cuidei da pele e fiquei pronta para o batente da segunda-feira. No fim da tarde Teresa ligou convidando-nos para uma “baladinha noturna” e eu disse a ela que seria melhor deixarmos para o sábado, pois reservei a sexta para ficar um pouco mais com minhas pequenas princesas. Julia e Isaura têm 3 anos e meio e ainda dependem muito de mim para ter uma infância feliz. Percebo que Teresa é muito carente, mas não posso supri-la o tempo todo. Talvez se ela tivesse filhos, pudesse ocupar um pouco mais sua cabecinha, mas o Jorge quer exclusividade, não aceita ter filhos, pensando ser ele o único amor da vida dela.
Saí do estacionamento por volta das 5 da tarde e estava tranquila, planejando uma programação infantil para o dia seguinte quando atravessou um jovem de bicicleta na frente do meu carro. Eu nem cheguei a bater nele, mas ele se desequilibrou e caiu. Havia uma turma que o acompanhava, e todos pararam para socorrê-lo. Como eu estava dirigindo devagar, não houve nenhum dano ao rapaz nem à bicicleta, mas desci do carro preocupada e perguntei se estava tudo bem. Era um mocinho bonito, loiro, olhos verdes, cabelos nos ombros,  com cara de bebê assustado.
- Estou bem sim, senhora. Acho que a culpa foi minha – e foi levantando, mas titubeou, como se fosse desmaiar.
Os amigos o ampararam e, apesar dele dizer que estava tudo bem, ofereci-me para levá-lo em casa. Dois deles se prontificaram a levar a bicicleta, alegando que era perto e que chegariam em seguida.
No carro, ele parecia meio assustado e tentava disfarçar quando o flagrei olhando minhas pernas.
- Como você se chama?
- Caio e a senhora?
- Meu nome é Sarah, apenas Sarah. Prefiro que não me chame de senhora, já sei que você me respeita. – ri.
-Tudo bem – sorriu ele com a boca e com os olhos, bem mais à vontade.
Ele realmente morava perto e me convidou a entrar:
- Você deve ter ficado nervosa também, entra para tomar um suco ou uma água. Minha mãe não está, mas ela não vai me perdoar se souber que não lhe agradeci direito.
- Aceito. Não quero ser a causadora de nenhum problema com a sua mãe. Sou mãe também e sei que é difícil convencer-nos de que não estamos certas.
Parei em frente da casa e desci do carro. Quando fazia a volta para entrar pelo portão os outros dois meninos chegaram em suas bicicletas. Um deles era moreno, tinha o cabelo escuro e cortado curto, era baixinho, tentava fazer cara de mau, sem êxito. Usava um piercing na sobrancelha e outro no lábio inferior. Apesar do tamanho, parecia ser o mais velho. O outro era negro, mais forte e mais alto que os outros dois, trazia a bicicleta de Caio no ombro. Tinha cara de homenzinho e me olhou com seus grandes olhos de jabuticaba, de cima a baixo quando parou diante de nós e colocou a bicicleta no chão. Fomos entrando na casa enquanto nos apresentávamos.
- Oi, eu sou o Ed – disse o primeiro, apertando minha mão.
- Thiago...
- Sarah. Prazer. Vocês ficaram muito assustados?
- Que nada. Esse aí vive fazendo isso. Anda de bike com a gente desde que tinha 3 anos de idade e não sabe usar o freio até hoje – disse Thiago.
- Ah, que gracinha. Vocês são amigos de infância. Qual a idade de vocês?
- Eu e o Thiago temos 18. O baixinho ali tem 19.
- Baixinho, o ca...!!!
- Ei, bro! Respeita a moça! – interrompeu Thiago, antes que Ed terminasse um palavrão.
A casa era grande. A sala muito ampla e bem decorada. Enquanto Caio foi à cozinha buscar o suco, os outros dois me fizeram companhia. Puxei assunto:
- O que vocês dois fazem da vida?
- Cursinho. Eu e o Thi. O outro lá levou pau e tá fazendo o terceiro ano de novo. Sabe como é: loiro...
Os dois riram e eu fiquei meio sem jeito de acompanhar o riso, como moça politicamente correta que sou, apenas movimentei o ombro, em sinal de simpatia à brincadeira. Nisso o Caio voltou com um copo de suco de abacaxi e me serviu. Os dois ficaram olhando para ele que disse:
- Ah, vocês se viram! Não vou servir marmanjo, não.
E ambos foram correndo para a cozinha, empurrando-se, acotovelando-se para ver quem chegaria primeiro.
- Onde estão seus pais? – perguntei.
- Minha mãe foi pegar meu pai no trabalho e de lá iam pra praia. Estamos sozinhos aqui. Você está com pressa?
- Até que não muita. Por que?
- Gostaria que você viesse até meu quarto, queria lhe mostrar uma coisa.
Olhei para ele como quem estivesse estranhando a proposta.
- Não tenha medo, quem está com medo de você sou eu. Um mulherão desses nunca esteve em meu quarto – falou, risonho, mas corou.
- Ah, então é isso?
- Não, não. De jeito nenhum. A senhora me desculpa. Quer dizer, você me desculpa? Quero lhe mostrar as esculturas metálicas que eu faço.
- Sem problema, mesmo que fosse outra coisa eu não teria medo. Não tenho medo de nada – soltei um riso alto, mas não escandaloso, e ele me acompanhou no riso, meio sem jeito.
Subimos a escada de madeira. O quarto ficava no andar de cima. Estava escuro e ele acendeu apenas uma luminária que ficava sobre a escrivaninha. As janelas estavam fechadas. Havia uma estante e sobre ela várias esculturas de metal retorcido. Pedi que acendesse a luz para eu ver melhor os detalhes.
- Ah, é. Esqueci... - apressou-se em atender meu pedido.
Os outros rapazes chegaram antes que ele acendesse a luz e ficaram parados na porta, surpresos com a minha presença ali.
- Entrem, seus babacas. – disse Caio, acendendo a luz.
Eles entraram e fecharam a porta do quarto. Ed se jogou na cama. Thiago começou a mexer na pilha de cds, perguntando:
- Que tipo de música você gosta, Sarah?
- Depende da ocasião. O que você tem aí de bom?
- Rock, rock e rock!
- Legal. Pode ser rock então. – rimos todos.
- Sente-se, majestade. – brincou Caio empurrando a cadeira que deslizou em minha direção.
Sentei-me e fiquei olhando alguns carrinhos sobre a mesa, também de metal retorcido como as esculturas de homens, mulheres, crianças e animais que havia sobre a estante.
- Você é um ótimo artista!
- Obrigado. Estou aprendendo ainda.
Achei graça naquele quarto cujas características evidenciavam a transição pela qual seu dono estava passando, de menino a homem. Pressenti que algo aconteceria, mas sabia que não era nada ruim e fiquei empolgada com a audácia dos três em armarem aquela situação. Aquilo tudo causava em mim uma excitação totalmente inusitada. O cd começou a tocar...

“Can you remember
Remember my name
As I flow through your life
A thousand oceans I have flown...”

Thiago, encostado na mesinha de som, perguntou:
- Gosta?
- Claro. Deep Purple também é do meu tempo – falei sorrindo.
Ed levantou, veio em minha direção, girou minha cadeira para que eu ficasse de frente pra ele e perguntou:
- Posso fazer uma massagem em suas costas? Você parece tensa.
- Eu? Impressão sua... Estou super tranquila, mas vá em frente, quero ver se você é bom de massagem.
Os outros dois amigos se entreolharam sorrindo. Ed ficou atrás de mim. Pediu licença e afastou meus cabelos em duas mechas, deixando minhas costas livres. Começou a massagear meus ombros, firmemente, com as duas mãos. Thiago abaixou-se aos meus pés e tirou meus sapatos suavemente. Caio chegou mais perto e segurou minhas mãos. Eu estava usando uma camisa verde de seda, manga longa, botões até a gola. Começou a desabotoar meus punhos e em seguida passou para os botões da frente. Ed parou de massagear meus ombros e começou a beijar minha nuca. Thiago estava beijando meus pés e eu tinha que fazer algo, então eu disse:
- Meninos...
- Deixa, Sarah. A gente vai cuidar de você. Você merece. – disse Thiago.
- Você foi tão legal comigo. Não diz nada, não, gata. – continuou Caio.
Obedeci. Queria ver até onde aquilo iria. Já sem blusa, sutiã à mostra, pêlos eriçados, mamilos em erupção, Ed beijando meu pescoço e dizendo que eu era cheirosa, Caio beijando e mordendo meus lábios, enquanto Thiago subia pelas minhas pernas com a boca, senti o maior tesão de toda a minha vida.
Thiago levantou-se e me puxou pelas mãos. Conduziu-me até a cama e fez com que eu me sentasse. Ed desabotoou minha saia e Caio puxou-a até me deixar só de calcinha. Por trás de mim, em cima da cama, Ed começou a desabotoar meu sutiã enquanto beijava minhas costas. Em seguida fui me deitando ao poucos. Caio, de joelhos ao meu lado, beijava minha barriga e Thiago tirava minha calcinha e cheirava meu sexo como um animal reconhecendo a fêmea:
- Nossa, que lisinha...
De repente, ele  se embrenhou por dentro de mim com sua língua. Eu fechei os olhos e me deixei levar. Caio chupava meus seios e pude sentir o beijo de Ed, que tinha um piercing na língua também. Ficaram assim alguns minutos até que gozei intensamente, por muito tempo, e eles dividiram meu caldo “quentinho e cremoso”, assim como descreveram enquanto o faziam.
Depois de um tempo, sentei-me na cama e comecei a desabotoar as calças de Thiago. Ed, sempre por traz de mim começou a se despir também. Caio parecia mais tímido que os outros. Deixei Thiago terminar e tirei sua camiseta, beijei seu peito, mordi seu mamilo. Já de pé, Thiago me puxou e começou a me beijar, completamente nu, com o corpo todo colado ao meu, com um pênis enorme e rígido tentando me perfurar. Ed colou em mim também, mas pelas costas. Thiago passou a beijar meus seios e Caio beijava minha boca.
Ed abriu uma gaveta, pegou um embrulho de farmácia e olhando para Caio, falou:
- Finalmente você vai usar isso aqui.
- O que? – perguntei, rindo.
- Isso mesmo, Sarah. Ele nunca esteve com uma mulher de verdade.
- Não estão vencidas?
- Não. Compramos hoje cedo dispostos a ajudar nosso amigo a sair do jejum de 18 anos, mas não imaginávamos que um anjo como você viria até nós.
Verdade ou não, a possibilidade de iniciar o garoto me excitou mais ainda. Desembrulhei uma camisinha e puxei Caio pela mão até a cama. Ele estava com seu membro duro feito pedra. Vesti-lhe a camisinha com a boca e percebi que aquilo quase o fez gozar. Os outros dois assistiam a tudo. Um sentado na cadeira onde eu estava anteriormente, e o outro ao seu lado, de pé. Ambos petrificados de lascívia.
Fui por cima de Caio e sentei-me de modo que seu pênis me introduzisse sem muita dificuldade. Ele passou a massagear meus seios, enquanto eu cavalgava sobre ele, que já se contorcia dentro de mim. Ficamos assim por alguns instantes e ele pediu para vir por cima. Abri minhas pernas para acolhê-lo e ele mergulhou em mim, beijando minha boca e ajeitando com a mão para acertar o alvo. Assim que penetrou em mim passou a fazer movimentos ritmados.
Então vieram os espasmos e ele urrou de êxtase. Pousou seu corpo sobre o meu e sussurrou em meu ouvido:
- Obrigado, noooosssa, muito obrigado!
Os amigos permaneceram calados, respeitando o momento de Caio. Levantei-me e fui ao banheiro me lavar. Quando regressei, Thiago e Ed estavam sentados na cama, com seus pênis hirtos devidamente agasalhados e Caio estava na cadeira, com um sorriso esplendoroso no rosto. Ed me olhou com aquela cara de menino mau e perguntou:
- Está cansada, gata? Quer parar?
Fiz que não com a cabeça e fui andando em direção a eles. Sentei-me entre os dois e comecei a beijar Thiago. Ed começou a me tocar com os dedos e a morder meu ombro. Depois apalpou meu bumbum, como se estivesse examinando alguma coisa. Thiago deitou-se e eu me lancei sobre ele, Ed não perdeu tempo e lançou-se sobre mim. Sentei no pau grosso e gostoso de Thiago que me preencheu todinha e Ed introduziu o seu pau em meu ânus. Ficamos ali engatados, num movimento sincronizado. Era tanta mão, tanta perna que eu já não sabia qual era de quem. Thiago beijava meus seios e olhei de relance para Caio, percebendo que ele queria mais. Convidei-o a juntar-se a nós. Pedi que ele se posicionasse de modo que eu pudesse alcançar seu menino que acabara de virar homem e já estava pronto para mais uma batalha. Abocanhei-o  e deixei que os três gozassem em mim numa explosão de luxúria. Num dado momento, gozei em Thiago. Estávamos todos sobre a cama que nem parecia ser pequena para tanta gente e ficamos em silêncio por alguns minutos.
De repente, ouvi um barulho no corredor e precipitei-me, ficando de pé.
Thiago colocou sua mão em minha boca e fez “Psiuuu”. Perguntei ao Caio, sussurrando:
- Você não disse que sua mãe viajou com seu pai?
- Sim, mas minha avó mora com a gente. Não se preocupe que ela não entra aqui, só está indo pegar leite.
Levantei-me e fui tomar banho. Quando voltei Ed tinha ido embora, a mãe ligou e pediu que ele fosse para casa, mas me deixou um beijo. Thiago e Caio me aguardavam. Meu celular havia tocado algumas vezes. Era o Haroldo, preocupado com a minha demora:
- A sessão pipoca já vai começar, querida. As meninas a aguardam.
Disse a ele que tive um contratempo e que chegaria em 15 minutos. Já era quase 8 horas da noite. Fui saindo do quarto, escoltada pelos dois. Um na frente para ver se não havia ninguém no caminho e outro atrás para proteger a retaguarda. Já no carro, Caio que estava segurando a camiseta na mão, desembrulhou uma de suas estatuetas que estava sob o pano e me entregou. Era um anjo estilizado. Lindo, com as vestes e os cabelos longos. Agradeci e ele explicou que tinha feito para alguém especial e acabara de descobrir que aquele alguém era eu. Dei meu último abraço nele, seguido de um selinho e entrei no carro. Thiago, que estava mais afastado, aproximou-se e debruçou sobre a janela, entregando-me um papel:
- Nosso telefone, Sarah. Se sentir saudade, ligue. Se quiser conversar, ligue. Caso se meta em alguma encrenca, ligue. Somos seus três mosqueteiros, mademoiselle.
Inclinou-se mais um pouco, mordeu meu lábio inferior num beijo breve e eu flutuei pelo caminho, até chegar em casa.

Lembre-se: Sexo seguro ou nada de sexo! Use camisinha.

Um comentário:

  1. Não existem palavras para descrever o que acabei de ler, simplesmente posso dizer:
    Maravilhoso

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