segunda-feira, 2 de maio de 2011

M.O.A.C.Y.R.

Segunda-feira, 03 de março de 2008.
Meu fim-de-semana foi totalmente “família”. Como boa canceriana que sou, adoro esses momentos. Na sexta à noite tivemos cinema em casa. Sábado fomos ao parque com as meninas pela manhã, almoçamos fora e à tarde visitamos a vovó Raquel, mãe da minha falecida mãe. No domingo, dormimos bastante e depois fomos ao zoológico. À noite jantamos pizza numa deliciosa cantina perto de casa e as meninas foram para a cama cedo. Aproveitamos para fazer um amorzinho gostoso: na cama, convencional, sem grandes estripulias. Em seguida dormimos de conchinha. Não poderia ser diferente.
Apesar das férias terem terminado, sinto-me um pouco aliviada por saber que não preciso mais levar as meninas ao colégio. Não por elas, que são minha vida, mas por poder acordar um pouco mais tarde e ir direto para a academia antes do trabalho.
Na redação do jornal parece que nada mudou. Minha sala continuava como deixei, exceto pelas plantas que ficaram aos cuidados de Mônica, minha secretária. “Espero que ela me devolva logo”, pensei assim que pus os pés na sala. Adoro verde e não sei viver sem clorofila.
Mesmo não tendo viajado desta vez, consegui me desligar totalmente do trabalho. Não pretendo contar minha rotina profissional e por isso não vou entrar em detalhes, mas posso dizer o que faço: sou diretora comercial de um grande jornal da capital de São Paulo.
Durante as primeiras horas tomei ciência de minha agenda e Mônica me deu todas as informações necessárias para não pegar o bonde andando na reunião que teríamos à tarde. Muita gente passou por minha sala para desejar boas vindas e percebi que havia um funcionário novo quando fui chamada à sala de Laércio, o “Grande”. Estava sentado, concentrado no computador e não notou minha presença. Não pude formar nenhum tipo de opinião sobre ele, apesar de saber que em breve Mônica me daria sua ficha completa.
Laércio me aguardava em pé, encostado em sua mesa, me olhando com cara de lobo mau aposentado. Baixinho, de meia-idade, corpulento, careca reluzente e brilhantes olhos azuis, sempre risonho e bonachão, é o tipo de chefe que todos respeitam, mas que ninguém teme. É muito bom trabalhar com ele, uma das razões pelas quais nunca abdiquei do meu trabalho em prol da família. Tive licença estendida por causa das gêmeas, mas meu lugar sempre esteve vago, me esperando.
- Bom dia, minha flor. Como foram suas férias?
- Ótimas, chefinho, mas eu não via a hora de voltar – puxei-o pela gravata insinuando um beijo na boca que nunca aconteceria. Beijei sua testa.
- Você não perde o costume de me deixar na expectativa toda vez que vem à minha sala, não é?
- Não diga mais nada, ou o processo por assédio sexual! – ri alto, dando a volta na mesa e sentando em seu lugar.
- Você pode, não é? Sou assediado por você há anos e nunca reclamei.
- Cômodo... Quais são as novas?
- Você não lê jornal, não?
Rimos da piada e então ele passou a relatar todas as coisas importantes que aconteceram  durante a minha ausência.
O dia foi tranquilo e eu me senti bem após o expediente. Fui para casa feliz e sem me sentir cansada.
Logo que saí do prédio, percebi um sujeito acenando para mim no trânsito. Pensei que fosse alguém conhecido, mas depois que reparei melhor, percebi que era um tipo totalmente diferente. Estava metido em um utilitário branco, com emblema de alguma empresa, provavelmente era motorista ou entregador. Era um rapaz negro, bonito, tinha cerca de 30 anos e usava cavanhaque. Imaginei que minha porta estivesse aberta e conferi as travas, não havia nada de errado com o carro. Parei no farol e abaixei o vidro, pois ele balançava as mãos insistentemente num movimento que eu não conseguia decifrar. Tirei os óculos escuros e perguntei o que era afinal:
- Preciso falar com você de qualquer jeito, moça bonita. Me dê seu telefone!
- Não posso dar meu telefone a você, só tenho um. Está tentando me assaltar? – brinquei, mas fechei os vidros e continuei meu caminho.
Era simples: ele estava me paquerando. Resolvi despistá-lo, pois eu queria chegar cedo em casa, mas ele pisou firme atrás de mim e parecia decidido.
Vez por outra emparelhava com meu carro e gesticulava como quem diz “Vai devagar, você está correndo muito” e eu respondia do meu jeito, para que ele lesse meus lábios “Es-tou-com-pres-sa”. Talvez assim ele desistisse.
A perseguição durou mais de 15 minutos, que é o tempo que eu costumo gastar no trajeto do trabalho para casa, mas ele continuava insistindo para eu parar. Eu já estava perto de casa e comecei a imaginar que o que estava sendo divertido poderia ser perigoso. E se ele fosse um seqüestrador disfarçado? Aquilo foi me tomando num misto de medo e tentação e eu resolvi ver até onde aquilo iria.
Eu nunca tive medo do perigo, pelo contrário, o perigo me excita. Fui além quando passei pelo portão de casa, não queria que ele soubesse onde eu moro. Mais a frente tem um largo bem iluminado, onde ficam carros estacionados e um posto policial. Achei que ali eu não correria risco de ser carregada à força. Parei o carro e desci. Ele parou atrás e esperou:
- Você é maluco? Até onde pretende me seguir?
- Até onde você for – sorriu com a maior cara de safado que já vi.
- Quero ver seus documentos.
- Por que? Você é da polícia?
- Não. É que não falo com estranhos.
- Garota esperta. Gostei de ver – sacou a carteira e me entregou o RG.
Pedi que esperasse. Fui até meu carro, peguei minha bolsa, coloquei seu RG no banco do carona e voltei ao utilitário. Entrei e sentei a seu lado. Ele ficou boquiaberto. Imagino que jamais esperasse tal atitude de minha parte. Então eu ordenei:
- Vamos!
- Aonde? – perguntou desconcertado.
- Se eu tiver que dizer a você aonde vamos, não iremos a lugar algum. Desço aqui mesmo.
- Onde está meu documento?
- Em um lugar seguro.
- Você é maluca?
- Talvez... – sorri.
- Como é o seu nome?
- Não interessa! Ande logo que não tenho muito tempo.
- Uau... – sorriu ele, mais à vontade, mas ainda inseguro..
Ele manobrou o carro lentamente e deu a volta pelo largo. Entrou em uma rua que nos levaria na direção de onde viemos.
Coloquei a mão em sua coxa, por cima da calça e procurei seu membro. Agarrei-o com força e ele soltou um suspiro:
- Gata...
- Xiii... Quieto! Dirija com atenção.
- Vou fazer o possível...
Abri seu zíper e senti que era enorme, já estava duro de tesão e mal cabia na cueca. O trânsito começava a aumentar naquele horário e então o carro andava poucos metros e parava por um bom tempo. Aproveitei para abocanhá-lo, sem colocar em risco nossas vidas. Não queria que ele perdesse o controle do carro. Teve um momento em que parou um caminhão ao lado e notei que estávamos sendo observados.


O vidro do carro estava fechado, mas era um vidro claro e quem estivesse de cima poderia ver a cena. Levantei-me e dei de cara com um senhorzinho sorridente ao volante do caminhão, olhos vidrados em mim. Olhei bem no fundo de seus olhos e passei a língua no vidro, lentamente, de baixo até em cima. Ele deve ter ficado maluco de tesão. Ficou paralisado, pensei que iria enfartar, pelo modo como arregalou os olhos. O trânsito andou e eu voltei ao que estava fazendo antes. Engoli o membro grande e grosso de Moacyr – nome que constava no documento – e continuei o que estava fazendo.
Não muito distante de casa, chegamos a um motel. Ele desceu e veio abrir minha porta. Era quase da minha altura, cabelos crespos, olhos castanhos claros, boca grande e carnuda, dentes brancos e arcada perfeita, usava calça social escura e camisa branca, com o nome da empresa bordado no bolso. Não parecia ter trabalhado o dia inteiro, cheirava bem, tinha acabado de sair do banho eu diria. Adoro cheiro de homem com cheirinho de sabonete e aquilo me deixou muito mais acesa,. tanto é que não resisti e meti a boca minutos antes.
Desci do carro com seu auxílio e ele me ergueu em seus braços e me beijou, enfiando sua enorme língua na minha boca, sugando-me até a alma, enquanto caminhava para o quarto comigo no colo, como se fosse um neandertal.
Abriu a porta e colocou-me sobre a cama, começou a despir-me com pressa. Desabotoou a calça e tirou minhaa calcinha com os dentes. Depois passou para a parte de cima. Eu estava de tailler, mas por baixo usava um blusa aparentemente bem comportada, de frente única e sem sutiã. Ele segurou meus seios com suas mãos grandes e apertou-os, em seguida enfiou a mão por baixo de mim e começou a massagear meu clitóris. Chupou-me com tanta fome que parecia que ia me deixar gasta, roçando seu cavanhaque, o que provocava umas cócegas gostosas. Depois ele comeu minha bonequinha com maestria. Mexia gostoso, me deixando alucinada. Gozei em poucos minutos. Deixou-me pairar na cama enquanto meu corpo convulsionava e então virou-me de costas, mordeu meu bumbum, lambeu meu ânus, umedecendo-o. Senti aquele pau imenso penetrar-me por trás. Ele sabia fazer tão bem que não senti nenhum desconforto. Segurou meus cabelos e meteu com força até gozar em meu “cuzinho apertadinho”, como balbuciou, urrando de prazer. Percebi que ele queria mais. Se dependesse dele ficávamos ali a noite toda. Mas interrompi a festa, avisando que se eu não chegasse em casa em meia hora meu carro seria encontrado perto da minha casa, por meu marido no caminho de volta do trabalho, com seu RG dentro e, certamente, ele chamaria a polícia.
- Sua louca! Gostosíssima, mas louca! Nem vou mais aguentar trabalhar hoje, estou com as pernas bambas.
Saímos dali em poucos minutos e ele me deixou no mesmo lugar que havia pego, olhando em volta, ressabiado, com medo que o Haroldo aparecesse de repente.
Lembre-se: sexo seguro ou nada de sexo! Use camisinha.

domingo, 1 de maio de 2011

T.R.Ê.S.

Sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008.
A maioria das pessoas que conheci ao longo de minha vida jamais desconfiou que minha inclinação para o sexo seja tão ardente e natural. Uma vez, conversando com o Haroldo, ele disse que eu era ninfomaníaca. Mas não é verdade. Eu não penso em sexo o tempo todo, também não faço sexo o tempo todo, não tenho grandes fantasias, não transformo o momento em um ritual, exceto quando se trata de ocasião especial. O que acontece comigo é meramente casual. Quase nunca é planejado. Quanto ao fato de me masturbar frequentemente, considero normal. Os homens não fazem isso o tempo todo?
Hoje, por exemplo, eu estava determinada a não fazer nada que lembrasse sexo, nem com o Haroldo, pois o fim de semana seria propício para isso e já que tínhamos transado recentemente, seria pouco provável que ele quisesse alguma coisa justo na sexta, depois de uma semana super movimentada no trabalho.
Tive uma manhã como todas as outras e nada aconteceu demais para que eu saísse da rotina. Primeiro levei as meninas à escola, fui para a academia e voltei para casa. Eu precisava verificar algumas coisas antes que a Claudete fosse embora e resolvi passar em casa para dar-lhe algumas instruções com relação à administração doméstica. Normalmente isso não é necessário, pois ela está conosco desde que nos casamos, mas como eu voltarei a trabalhar na próxima semana, algumas recomendações seriam oportunas. Em minha casa há três empregados: Claudete que cuida da casa e cozinha durante o dia; Amanda que cuida das gêmeas e dorme no emprego, a quem dei folga ao mesmo tempo em que tirei as minhas férias; e o senhor Ariovaldo, a quem chamamos de Ari, que é, além de jardineiro, motorista da babá é uma espécie de faz-tudo. Ari também tirou férias, mas quis antecipar a volta ao trabalho. Felizmente ele poderia pegar as meninas na escola no final da tarde. Apesar de ter babá, concluímos que seria uma carga muito pesada para Amanda ficar 24 horas com as duas, então decidimos colocá-las na escolinha em tempo integral assim que completaram 3 anos de idade.
Depois do almoço, lembrei-me que precisava comprar algumas roupas para terminar de compor meu “uniforme profissional" e resolvi ir ao shopping. Cheguei a pensar em Teresa para acompanhar-me na incursão, mas eu não estava com ânimo para desfilar por milhares de lojas como ela costuma fazer. Sou muito prática. Entro, escolho, peço, experimento, pago e saio de imediato do estabelecimento. Para ser bem sincera, detesto fazer compras. Detesto ficar olhando vitrines e experimentando tudo que encontro pela frente. Quando saio de casa para comprar roupas, normalmente já tenho em mente quais e quantas peças pretendo adquirir. Enfim, como dizem minhas amigas que fazem das compras um evento homérico, sou uma verdadeira chata.
Ainda assim, passei a tarde toda ocupada, mas não apenas com lojas e compras. Fui ao cabeleireiro, fiz as unhas, depilei-me, cuidei da pele e fiquei pronta para o batente da segunda-feira. No fim da tarde Teresa ligou convidando-nos para uma “baladinha noturna” e eu disse a ela que seria melhor deixarmos para o sábado, pois reservei a sexta para ficar um pouco mais com minhas pequenas princesas. Julia e Isaura têm 3 anos e meio e ainda dependem muito de mim para ter uma infância feliz. Percebo que Teresa é muito carente, mas não posso supri-la o tempo todo. Talvez se ela tivesse filhos, pudesse ocupar um pouco mais sua cabecinha, mas o Jorge quer exclusividade, não aceita ter filhos, pensando ser ele o único amor da vida dela.
Saí do estacionamento por volta das 5 da tarde e estava tranquila, planejando uma programação infantil para o dia seguinte quando atravessou um jovem de bicicleta na frente do meu carro. Eu nem cheguei a bater nele, mas ele se desequilibrou e caiu. Havia uma turma que o acompanhava, e todos pararam para socorrê-lo. Como eu estava dirigindo devagar, não houve nenhum dano ao rapaz nem à bicicleta, mas desci do carro preocupada e perguntei se estava tudo bem. Era um mocinho bonito, loiro, olhos verdes, cabelos nos ombros,  com cara de bebê assustado.
- Estou bem sim, senhora. Acho que a culpa foi minha – e foi levantando, mas titubeou, como se fosse desmaiar.
Os amigos o ampararam e, apesar dele dizer que estava tudo bem, ofereci-me para levá-lo em casa. Dois deles se prontificaram a levar a bicicleta, alegando que era perto e que chegariam em seguida.
No carro, ele parecia meio assustado e tentava disfarçar quando o flagrei olhando minhas pernas.
- Como você se chama?
- Caio e a senhora?
- Meu nome é Sarah, apenas Sarah. Prefiro que não me chame de senhora, já sei que você me respeita. – ri.
-Tudo bem – sorriu ele com a boca e com os olhos, bem mais à vontade.
Ele realmente morava perto e me convidou a entrar:
- Você deve ter ficado nervosa também, entra para tomar um suco ou uma água. Minha mãe não está, mas ela não vai me perdoar se souber que não lhe agradeci direito.
- Aceito. Não quero ser a causadora de nenhum problema com a sua mãe. Sou mãe também e sei que é difícil convencer-nos de que não estamos certas.
Parei em frente da casa e desci do carro. Quando fazia a volta para entrar pelo portão os outros dois meninos chegaram em suas bicicletas. Um deles era moreno, tinha o cabelo escuro e cortado curto, era baixinho, tentava fazer cara de mau, sem êxito. Usava um piercing na sobrancelha e outro no lábio inferior. Apesar do tamanho, parecia ser o mais velho. O outro era negro, mais forte e mais alto que os outros dois, trazia a bicicleta de Caio no ombro. Tinha cara de homenzinho e me olhou com seus grandes olhos de jabuticaba, de cima a baixo quando parou diante de nós e colocou a bicicleta no chão. Fomos entrando na casa enquanto nos apresentávamos.
- Oi, eu sou o Ed – disse o primeiro, apertando minha mão.
- Thiago...
- Sarah. Prazer. Vocês ficaram muito assustados?
- Que nada. Esse aí vive fazendo isso. Anda de bike com a gente desde que tinha 3 anos de idade e não sabe usar o freio até hoje – disse Thiago.
- Ah, que gracinha. Vocês são amigos de infância. Qual a idade de vocês?
- Eu e o Thiago temos 18. O baixinho ali tem 19.
- Baixinho, o ca...!!!
- Ei, bro! Respeita a moça! – interrompeu Thiago, antes que Ed terminasse um palavrão.
A casa era grande. A sala muito ampla e bem decorada. Enquanto Caio foi à cozinha buscar o suco, os outros dois me fizeram companhia. Puxei assunto:
- O que vocês dois fazem da vida?
- Cursinho. Eu e o Thi. O outro lá levou pau e tá fazendo o terceiro ano de novo. Sabe como é: loiro...
Os dois riram e eu fiquei meio sem jeito de acompanhar o riso, como moça politicamente correta que sou, apenas movimentei o ombro, em sinal de simpatia à brincadeira. Nisso o Caio voltou com um copo de suco de abacaxi e me serviu. Os dois ficaram olhando para ele que disse:
- Ah, vocês se viram! Não vou servir marmanjo, não.
E ambos foram correndo para a cozinha, empurrando-se, acotovelando-se para ver quem chegaria primeiro.
- Onde estão seus pais? – perguntei.
- Minha mãe foi pegar meu pai no trabalho e de lá iam pra praia. Estamos sozinhos aqui. Você está com pressa?
- Até que não muita. Por que?
- Gostaria que você viesse até meu quarto, queria lhe mostrar uma coisa.
Olhei para ele como quem estivesse estranhando a proposta.
- Não tenha medo, quem está com medo de você sou eu. Um mulherão desses nunca esteve em meu quarto – falou, risonho, mas corou.
- Ah, então é isso?
- Não, não. De jeito nenhum. A senhora me desculpa. Quer dizer, você me desculpa? Quero lhe mostrar as esculturas metálicas que eu faço.
- Sem problema, mesmo que fosse outra coisa eu não teria medo. Não tenho medo de nada – soltei um riso alto, mas não escandaloso, e ele me acompanhou no riso, meio sem jeito.
Subimos a escada de madeira. O quarto ficava no andar de cima. Estava escuro e ele acendeu apenas uma luminária que ficava sobre a escrivaninha. As janelas estavam fechadas. Havia uma estante e sobre ela várias esculturas de metal retorcido. Pedi que acendesse a luz para eu ver melhor os detalhes.
- Ah, é. Esqueci... - apressou-se em atender meu pedido.
Os outros rapazes chegaram antes que ele acendesse a luz e ficaram parados na porta, surpresos com a minha presença ali.
- Entrem, seus babacas. – disse Caio, acendendo a luz.
Eles entraram e fecharam a porta do quarto. Ed se jogou na cama. Thiago começou a mexer na pilha de cds, perguntando:
- Que tipo de música você gosta, Sarah?
- Depende da ocasião. O que você tem aí de bom?
- Rock, rock e rock!
- Legal. Pode ser rock então. – rimos todos.
- Sente-se, majestade. – brincou Caio empurrando a cadeira que deslizou em minha direção.
Sentei-me e fiquei olhando alguns carrinhos sobre a mesa, também de metal retorcido como as esculturas de homens, mulheres, crianças e animais que havia sobre a estante.
- Você é um ótimo artista!
- Obrigado. Estou aprendendo ainda.
Achei graça naquele quarto cujas características evidenciavam a transição pela qual seu dono estava passando, de menino a homem. Pressenti que algo aconteceria, mas sabia que não era nada ruim e fiquei empolgada com a audácia dos três em armarem aquela situação. Aquilo tudo causava em mim uma excitação totalmente inusitada. O cd começou a tocar...

“Can you remember
Remember my name
As I flow through your life
A thousand oceans I have flown...”

Thiago, encostado na mesinha de som, perguntou:
- Gosta?
- Claro. Deep Purple também é do meu tempo – falei sorrindo.
Ed levantou, veio em minha direção, girou minha cadeira para que eu ficasse de frente pra ele e perguntou:
- Posso fazer uma massagem em suas costas? Você parece tensa.
- Eu? Impressão sua... Estou super tranquila, mas vá em frente, quero ver se você é bom de massagem.
Os outros dois amigos se entreolharam sorrindo. Ed ficou atrás de mim. Pediu licença e afastou meus cabelos em duas mechas, deixando minhas costas livres. Começou a massagear meus ombros, firmemente, com as duas mãos. Thiago abaixou-se aos meus pés e tirou meus sapatos suavemente. Caio chegou mais perto e segurou minhas mãos. Eu estava usando uma camisa verde de seda, manga longa, botões até a gola. Começou a desabotoar meus punhos e em seguida passou para os botões da frente. Ed parou de massagear meus ombros e começou a beijar minha nuca. Thiago estava beijando meus pés e eu tinha que fazer algo, então eu disse:
- Meninos...
- Deixa, Sarah. A gente vai cuidar de você. Você merece. – disse Thiago.
- Você foi tão legal comigo. Não diz nada, não, gata. – continuou Caio.
Obedeci. Queria ver até onde aquilo iria. Já sem blusa, sutiã à mostra, pêlos eriçados, mamilos em erupção, Ed beijando meu pescoço e dizendo que eu era cheirosa, Caio beijando e mordendo meus lábios, enquanto Thiago subia pelas minhas pernas com a boca, senti o maior tesão de toda a minha vida.
Thiago levantou-se e me puxou pelas mãos. Conduziu-me até a cama e fez com que eu me sentasse. Ed desabotoou minha saia e Caio puxou-a até me deixar só de calcinha. Por trás de mim, em cima da cama, Ed começou a desabotoar meu sutiã enquanto beijava minhas costas. Em seguida fui me deitando ao poucos. Caio, de joelhos ao meu lado, beijava minha barriga e Thiago tirava minha calcinha e cheirava meu sexo como um animal reconhecendo a fêmea:
- Nossa, que lisinha...
De repente, ele  se embrenhou por dentro de mim com sua língua. Eu fechei os olhos e me deixei levar. Caio chupava meus seios e pude sentir o beijo de Ed, que tinha um piercing na língua também. Ficaram assim alguns minutos até que gozei intensamente, por muito tempo, e eles dividiram meu caldo “quentinho e cremoso”, assim como descreveram enquanto o faziam.
Depois de um tempo, sentei-me na cama e comecei a desabotoar as calças de Thiago. Ed, sempre por traz de mim começou a se despir também. Caio parecia mais tímido que os outros. Deixei Thiago terminar e tirei sua camiseta, beijei seu peito, mordi seu mamilo. Já de pé, Thiago me puxou e começou a me beijar, completamente nu, com o corpo todo colado ao meu, com um pênis enorme e rígido tentando me perfurar. Ed colou em mim também, mas pelas costas. Thiago passou a beijar meus seios e Caio beijava minha boca.
Ed abriu uma gaveta, pegou um embrulho de farmácia e olhando para Caio, falou:
- Finalmente você vai usar isso aqui.
- O que? – perguntei, rindo.
- Isso mesmo, Sarah. Ele nunca esteve com uma mulher de verdade.
- Não estão vencidas?
- Não. Compramos hoje cedo dispostos a ajudar nosso amigo a sair do jejum de 18 anos, mas não imaginávamos que um anjo como você viria até nós.
Verdade ou não, a possibilidade de iniciar o garoto me excitou mais ainda. Desembrulhei uma camisinha e puxei Caio pela mão até a cama. Ele estava com seu membro duro feito pedra. Vesti-lhe a camisinha com a boca e percebi que aquilo quase o fez gozar. Os outros dois assistiam a tudo. Um sentado na cadeira onde eu estava anteriormente, e o outro ao seu lado, de pé. Ambos petrificados de lascívia.
Fui por cima de Caio e sentei-me de modo que seu pênis me introduzisse sem muita dificuldade. Ele passou a massagear meus seios, enquanto eu cavalgava sobre ele, que já se contorcia dentro de mim. Ficamos assim por alguns instantes e ele pediu para vir por cima. Abri minhas pernas para acolhê-lo e ele mergulhou em mim, beijando minha boca e ajeitando com a mão para acertar o alvo. Assim que penetrou em mim passou a fazer movimentos ritmados.
Então vieram os espasmos e ele urrou de êxtase. Pousou seu corpo sobre o meu e sussurrou em meu ouvido:
- Obrigado, noooosssa, muito obrigado!
Os amigos permaneceram calados, respeitando o momento de Caio. Levantei-me e fui ao banheiro me lavar. Quando regressei, Thiago e Ed estavam sentados na cama, com seus pênis hirtos devidamente agasalhados e Caio estava na cadeira, com um sorriso esplendoroso no rosto. Ed me olhou com aquela cara de menino mau e perguntou:
- Está cansada, gata? Quer parar?
Fiz que não com a cabeça e fui andando em direção a eles. Sentei-me entre os dois e comecei a beijar Thiago. Ed começou a me tocar com os dedos e a morder meu ombro. Depois apalpou meu bumbum, como se estivesse examinando alguma coisa. Thiago deitou-se e eu me lancei sobre ele, Ed não perdeu tempo e lançou-se sobre mim. Sentei no pau grosso e gostoso de Thiago que me preencheu todinha e Ed introduziu o seu pau em meu ânus. Ficamos ali engatados, num movimento sincronizado. Era tanta mão, tanta perna que eu já não sabia qual era de quem. Thiago beijava meus seios e olhei de relance para Caio, percebendo que ele queria mais. Convidei-o a juntar-se a nós. Pedi que ele se posicionasse de modo que eu pudesse alcançar seu menino que acabara de virar homem e já estava pronto para mais uma batalha. Abocanhei-o  e deixei que os três gozassem em mim numa explosão de luxúria. Num dado momento, gozei em Thiago. Estávamos todos sobre a cama que nem parecia ser pequena para tanta gente e ficamos em silêncio por alguns minutos.
De repente, ouvi um barulho no corredor e precipitei-me, ficando de pé.
Thiago colocou sua mão em minha boca e fez “Psiuuu”. Perguntei ao Caio, sussurrando:
- Você não disse que sua mãe viajou com seu pai?
- Sim, mas minha avó mora com a gente. Não se preocupe que ela não entra aqui, só está indo pegar leite.
Levantei-me e fui tomar banho. Quando voltei Ed tinha ido embora, a mãe ligou e pediu que ele fosse para casa, mas me deixou um beijo. Thiago e Caio me aguardavam. Meu celular havia tocado algumas vezes. Era o Haroldo, preocupado com a minha demora:
- A sessão pipoca já vai começar, querida. As meninas a aguardam.
Disse a ele que tive um contratempo e que chegaria em 15 minutos. Já era quase 8 horas da noite. Fui saindo do quarto, escoltada pelos dois. Um na frente para ver se não havia ninguém no caminho e outro atrás para proteger a retaguarda. Já no carro, Caio que estava segurando a camiseta na mão, desembrulhou uma de suas estatuetas que estava sob o pano e me entregou. Era um anjo estilizado. Lindo, com as vestes e os cabelos longos. Agradeci e ele explicou que tinha feito para alguém especial e acabara de descobrir que aquele alguém era eu. Dei meu último abraço nele, seguido de um selinho e entrei no carro. Thiago, que estava mais afastado, aproximou-se e debruçou sobre a janela, entregando-me um papel:
- Nosso telefone, Sarah. Se sentir saudade, ligue. Se quiser conversar, ligue. Caso se meta em alguma encrenca, ligue. Somos seus três mosqueteiros, mademoiselle.
Inclinou-se mais um pouco, mordeu meu lábio inferior num beijo breve e eu flutuei pelo caminho, até chegar em casa.

Lembre-se: Sexo seguro ou nada de sexo! Use camisinha.